A triste sina dos moradores do bairro de Maxaquene “C”

A triste sina dos moradores do bairro de Maxaquene “C”

Dezenas de famílias vivem no interior de uma área propensa à inundações e definida pela edilidade como local para a construção da bacia para escoamento das águas no bairro de Maxaquene C, distrito municipal Kamaxakeni, cidade de Maputo.

Segundo os residentes locais, a edilidade retirou e reassentou algumas famílias no distrito municipal Katembe. No entanto, existem moradores que serão afectados pela construção da bacia, mas estes ainda não foram indemnizados e nem abordados sobre o assunto. Estas famílias em épocas chuvosas tendem a sair das suas casas, uma vez que as mesmas ficam totalmente alagadas.

São dezenas de famílias que quando chove são forçadas a abandonar suas casas e abrigarem-se na Escola Primária Completa da Maxaquene C.

“As enchentes no bairro de Maxaquene C são um problema com barbas brancas. É um assunto que já existe antes da reabilitação da estrada – Avenida da Malhangalene, que até ao momento não foi sanado. Quando chove muitas famílias abandonam as suas casas até as águas serem absorvidas pelos solos, uma vez que a edilidade nada faz para debelar o problema”, disse Clarêncio Zunguze, residente local.

Em janeiro do ano em curso, o Concelho Autárquico da Cidade de Maputo anunciou que dispunha de cerca de dois milhões de meticais para mitigar os estragos causados pelas chuvas mas os afectados pelas inundações no bairro de Maxaquene “C” questionam o que foi feito pela edilidade para minimizar o sofrimento.

As informações acima foram colhidas pela Livaningo, no âmbito de uma monitoria do projecto municipal da construção de uma bacia que iria resolver o problema de inundações no bairro de Maxaquene. “A questão que se coloca é porque volvidos dois anos, o municipio ainda não avançou com a construção da bacia? O que terá condicionado a implementação do projecto?”, questiona José Matsine, assistente de programas na Livaningo.

Apesar de lamentar a situação das famílias que residem em áreas propensas à inundações, a vereação de Kamaxaqueni explicou à equipa da Livaningo que, o projecto da construção da bacia de escoamento das águas encalhou por exiguidade de fundos.

 

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