Livaningo em Sussundenga para ajudar as comunidades locais na recuperação pós Idai

Livaningo em Sussundenga para ajudar as comunidades locais na recuperação pós Idai

No âmbito do programa “Recuperação Pós Idai”, a Livaningo encontra-se no distrito de Sussundenga, província de Manica, para apoiar as comunidades locais na melhoria da produção agrícola/segurança alimentar por meio de agricultura de resiliência climática e reabastecimento de gado.

Segundo a FAO, os pequenos agricultores de Manica e Sofala produzem aproximadamente 25% da produção nacional de cereais, e a produção agrícola é a fonte mais significativa de meios de subsistência para a maioria deles. Em Março do ano passado, o ciclone IDAI fustigou a zona centro do país, onde a maioria dos pequenos agricultores perdeu toda ou grande parte das suas reservas de sementes, bem como as plantações que estavam prestes a colher.

Visando ajudar os agricultores de pequena escala em Sussundenga a recuperarem do impacto do ciclone IDAI, a Livaningo está focada no fornecimento de insumos agrícolas, uma vez que os agricultores estão limitados de planear a época seguinte.

A coordenadora de projectos da Livaningo em Sussundenga, Berta Membawaze, explicou que a Livaningo optou por promover milho, feijão e batata-doce de polpa alaranjada como as culturas que são alimentos básicos e essenciais para a nutrição, após consultar o governo local e comunidades.

“A semente será em breve distribuída às 200 famílias e usada para estabelecer bancos de sementes, que consistem em coletar e armazenar espécies de sementes a serem usadas na próxima campanha agrícola. Em segundo lugar, a Livaningo promoverá o reabastecimento de gado”, disse Berta.

A coordenadora explicou ainda que, embora o reabastecimento de gado em pequena escala forneça um meio de vida alternativo menos sensível aos padrões climáticos sazonais, uma fonte imediata de alimento, maior diversidade alimentar das famílias a curto prazo, além de servir como fonte adicional de renda a longo prazo, a Livaningo identificou o reabastecimento em pequena escala de frango indígena como o tipo de apoio mais viável e impactante, porque é relativamente acessível e tem uma rotatividade relativamente curta, garantindo rendimentos rápidos para os beneficiários. “Primeiramente, a cada família será fornecida duas galinhas (fêmea e macho) visando o repovoamento avícola. Com isso, os beneficiários poderão ter ovos e carne que (alimentos nutritivos para consumo) ”, referiu Berta Membawaze, para quem os bancos de sementes, a agroecologia e o reabastecimento de gado são a base para recuperar a resiliência climática e melhorar os meios de subsistência no seio das comunidades. “Uma combinação dessas abordagens promoverá resiliência, adaptação e sustentabilidade”.

Importa referir que o ciclone IDAI e as chuvas que se fazem sentir provocaram migrantes climáticos no distrito de Sussundenga, por exemplo, nas margens do rio Ricito, Posto Administrativo de Dombe, algumas famílias foram forçadas a migrarem para outros locais devido ao aumento do caudal do rio.

 

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