Mulheres e homens têm os mesmos direitos no acesso à terra – Uma história de sucesso

Mulheres e homens têm os mesmos direitos no acesso à terra – Uma história de sucesso

Sou Júlia Américo, 54 anos de idade e mãe solteira com seis filhos. Há 15 anos que vivo na comunidade de Matharia,numa parcela de terra com Duat e como família dispomos de uma machamba de um hectare que herdei dos meus parentes.

No âmbito do projecto da Livaningo e do FOMMUR temos falado sobre questões da terra, e discutimos entre nós, mulheres da associação, que a terra é do Estado e que não se vende. A lei preconiza que a mulher e o homem têm os mesmos direitos quanto ao acesso à terra.

Em casa também tenho falado aos meus filhos o que temos aprendido em grupo, porque essa terra que tenho um dia vai ser herança para eles.

A questão da terra é importante na comunidade de Matharia, porque existem conflitos de terra com alguns empresários. Como mulher participo nas reuniões e dou a minha opinião sobre os problemas que temos, porque sinto que para nós mulheres sem terra não há vida.

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