MULHERES são as que mais sofrem com os efeitos das mudanças Climáticas

MULHERES são as que mais sofrem com os efeitos das mudanças Climáticas

As mudanças climáticas são uma realidade. Em Moçambique, o país mais afetado em toda a região e um dos mais vulneráveis do mundo, as mudanças climáticas se manifestam nas formas de ciclones, inundações e secas. O aumento do desmatamento por operadores nacionais e internacionais, principalmente da Chineses poderá contribuir para o aquecimento global, desertificação, infertilidade da terra e insegurança alimentar, e consequentemente, aumentar a pobreza e a desigualdade.

Em busca de experiências com outros países africanos, Livaningo participou na 13ª conferência internacional sobre Adaptação às mudanças climáticas (CBA13) em Adis-Abeba no passado mês de Abril. Nesta, Clemente Ntauazi, oficial de Programas desta instituição, alertou sobre o impacto que a mudança Climática tem nas mulheres. “Os países africanos são agrários, a mulher é quem mais pratica agricultura; é ela que que produz e garante o sustento das famílias. Os eventos climáticos impedem as mulheres de aceder os recursos produtivos como a terra, desta feita, deixando-a mais vulneráveis a insegurança alimentar”. Argumentou Ntauazi.

Ntauazi alertou ainda, a possibilidade de aumentar a violência baseada em gênero, principalmente no meio rural “devido as praticais ancoradas no sistema patriarcal, quando uma mulher não consegue alcançar os deveres que lhe são impostas, ela torna-se mais vulnerável a violência doméstica”.

Outro ponto destacado pelo representante da Livaningo foi desflorestamento e aumento dos níveis das temperaturas. Para Livaningo o desflorestamento faz com que as mulheres percorram longas distâncias em busca de combustível lenhoso.

Diante desses efeitos, a Livaningo exorta aos governos Africanos em particular, o de Moçambicano a canalizar recursos para as ações de adaptação e mitigação as mudanças climáticas. Não obstante, defende a necessidade de identificar tecnologias sensíveis a gêneros “as mulheres representam a força motriz para o desenvolvimento do país, pelo que, é preciso que as mesmas tenham domínio das tecnologias que podem usar para maximizar os seus resultados”.

A CBA13 teve lugar de 1 a 4 de abril de 2019 na Etiópia e contou com a participação de mais de 250 pessoas proveniente de vários países da Africa, Asia e Europa. O evento reuniu profissionais, representantes de base, tomadores de decisão, representantes de governo, pesquisadores para discutir como se pode impulsionar a ambição para um futuro resiliente ao clima através de um amplo engajamento entre os actores partes.

Recordar que, o evento ocorreu num contexto em Moçambique recente dos efeitos das mudanças climáticas com o recente ciclone IDAI que destruiu 90% da cidade da Beira.

 

Comments

comments


Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *