Comité da Matola A denuncia má gestão de resíduos sólidos e rompimento de tubo de água potável

Comité da Matola A denuncia má gestão de resíduos sólidos e rompimento de tubo de água potável

Diante do cenário de lixo na via pública e água parada provavelmente resultante de alguma fuga ou furo no tubo de abastecimento de água para o consumo domestico, os munícipes do bairro da Matola A, se têm mostrado preocupados com a situação de saúde no bairro. Segundo relatos dos moradores da rua “Sons de África”, quarteirão “8”, no bairro Matola “A”, a situação de água parada em meio a muito lixo tem provocado muitos mosquitos. No final do dia quando a água para de sair nas torneiras das casas e a pressão da água nos tubos reduz a água suja que fica na superfície em contacto directo com o lixo vai sendo absorvida pelo solo e eles acreditam que parte dela entra no tubo de abastecimento de água contaminado assim a agua que sai nas casas para consumo das famílias.  

Os munícipes do bairro contam que já reportaram esta situação as entidades competentes sem nenhuma resposta. “Mas, mesmo depois de termos apresentado várias vezes esse prolema ao município, junto com o chefe de quarteirão e outras autoridades locais, não tivemos nenhum resultado satisfatório, pedimos o contentor de volta pelo menos, para que o lixo não se mistura com a água, mas mesmo assim, ate hoje, nada foi feito” Contou Esperança Cossa uma moradora do bairro

De acordo com os moradores daquele quarteirão no local existia um contentor de lixo, que há vários meses o mesmo já não é colocado no espaço, entretanto a comunidade continua a utilizar aquele espaço para deposição do lixo. Neste contexto para minimizar a situação de lixo naquela via o Município da Matola mandou algumas vezes um trator para retirar o lixo do local mas não é o suficiente. “Estou até hoje a tentar ver uma solução mas infelizmente pouco tem acontecido, só vem trator poucas vezes tirar o lixo, mas quando o lixo não é tirado passamos mal, pior agora com o problema do tubo furado“. Explicou Albino Murruco, chefe do quarteirão 8 no bairro da Matola A

Os munícipes contam também sobre os transtornos e das suspeitas de intensificação de doenças como diarreia e malaria naquela zona resultante da situação. “Pensamos que há um tubo furado por aqui. Quando chove a rua fica intransitável, também registamos muitos casos de malária devido está imundície. Pedimos a remoção deste lixo e a recolocação do contentor que ali estava” explicou Tereza Mabalo moradora do bairro de Matola A

A denúncia foi desencadeada no âmbito das atividades de engajamento comunitário para participação no processo de governação a nível local pelo comité de desenvolvimento local do bairro da Matola A, que é grupo de munícipes organizados e engajados criados pela Livaningo nalguns bairros do no bairro da Matola A e noutros birros do Município de Maputo e Matola com vista a desenvolver actividades de modo a mobilizar e sensibilizar os munícipes sobre o seu papel no desenvolvimento do Município, através da participação comunitária nos processos de governação local.

Para a Livaningo,  se esta perante a um caso de poluição ambiental e possível poluição de água de acordo com os relatos das comunidades. Por conta disso  as entidades competentes tem obrigação de responder as inquietações dos munícipes que temem pela sua saúde em decorrência desta situação uma vez que essa comunidade já aproximou as autoridades competentes para obter uma solução rápida para esta situação e até ao momento não tiveram nenhuma resposta. Não se pode admitir que famílias consumam água impropria resultante de contaminação por lixo por isso apela-se a quem é de direito que resolva essa situação que ao nosso ver e dos munícipes ali residentes é de extrema urgência a sua resolução.

 

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