Falta de informação no processo de construção de casas em Possulane preocupa as famílias vítimas da tragédia de lixeira de Hulene

Falta de informação no processo de construção de casas em Possulane preocupa as famílias vítimas da tragédia de lixeira de Hulene

As famílias vítimas do deslizamento da lixeira de Hulene, que se encontram neste momento a residir em casas arrendadas, queixam-se da falta de informação do processo de construção de casas em Possulane. Estas afirmam que desde que saíram dos centros de acomodação ainda não tem nenhuma informação a cerca do processo de construção das suas futuras suas casas ” duas semanas depois de nos tirarem do centro de acolhimento para as casas arrendadas, fomos chamados pelo conselho Municipal da Cidade de Maputo e disse que iriamos ver os terrenos, mas desde lá até agora não sabemos mais nada, ninguém aparece para falar alguma coisa sobre o processo. Não sabemos até quando vão começar a construir e nem quando vão nos entregar as nossas casas. Estamos a viver incertezas“. Disse Adérito Santana, uma das vítimas.

Por outro lado, as famílias dizem estar cansadas de viver em casas arrendadas e pedem seriedade no processo por parte dos responsáveis ” Nós queremos viver em nossas residências, porque viver de aluguer e muito complicado, os 10 mil meticais que nos dão para pagar a renda não são nada, não queremos morrer em casas arrendadas, por favor tenham compaixão ” desabafou João Matias

“Eu tenho falta da minha casa, seria um alívio vivendo na casa de aluguer sabendo que a minha própria casa está ser construída. Até agora não sei quando terei a casa, e isso deixa-me muito triste”, acrescentou Joana outra afectada.

Apesar de ainda não ter datas para o arranque das obras, o director de Salubridade do Conselho Municipal da cidade de Maputo José Mucavel, disse que o processo está em andamento e neste momento estão a decorrer trabalhos de planificação ” há trabalho de planificação que esta a ser feito que não a ser visível mas é imperativo para este processo. Estamos a falar de lançamento de concursos, recrutamento de empresas que vão realizar os trabalhos, portanto, não estamos a fugir”. Defendeu-se Mucavel.

Outrossim, Mucavel agradeceu a Livaningo por sempre facilitar encontros de género entre as Identidades e a comunidade “a Livaningo está a exercer um papel muito bom, visto que consegue facilitar a interacção entre a comunidade e as Identidades. Não é fácil ter contacto com a comunidade principalmente neste tempo de tensão no seio das famílias. Então, só podemos agradecer e encorajar que continue assim para o bem do povo. Finalizou

Por sua vez, a Livaningo garantiu que vai continuar a promover a interacção entre as partes envolvidas ” vamos continuar a fazer o nosso trabalho, de promover encontro de género, porque achamos dessa forma evita desinformações. A comunicação é fundamental nesses processos sensíveis. O silêncio pode remeter a várias interpretações. Lamentar ausência de algumas instituições que foram convidadas como MITADER (Ministério da Terra Ambiente e Desenvolvimento Rural, e o FNDS (Fundo Nacional de Desenvolvimento Sustentável). Disse Berta Membawaze, Oficial de programas

Refira-se que as preocupações das vítimas fora apresentadas no sábado, dia 03 de Novembro do mês em curso, durante uma reunião sobre reassentamento das famílias afectadas pela Lixeira de hulene, organizada pela Livaningo, que tinha como objectivos promover o dialogo aberto entre as famílias de Hulene, as entidades que estão a gerir o processo e o público em geral.

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