Reassentados em Gimo O Cossa insatisfeitos com condições de habitação

Reassentados em Gimo O Cossa insatisfeitos com condições de habitação

Um universo de cento e sessenta famílias retiradas dos bairros de Hulene B e Magoanine C, reassentadas no bairro Gimo O Cossa, em Bobole, em 2015, estão insatisfeitos com as condições de habitação nas novas residências.

A constatação foi expressa durante uma visita de monitorias feita pela Livaningo naquele local no mês de Julho de 2018.

Segundo Saimone Nhaca o governo abandonou as pessoas desde 2015 e  falta tudo em Gimo O Cossa, “nos atiraram e nos esqueceram aqui, há falta de tudo,  não há meios de transporte público mesmo quando alguém fica doente fica muito complicado para ir ao  hospital porque percorremos distâncias de cinco a seis quilómetros, e há casos em que as pessoas morrem” referiu Carolina Ibrahimo lamentou a falta de condições básicas e afirmou que o Município até ao momento não cumpriu com as suas promessas feitas aquando do reassentamento em 2015; “quando chegamos aqui o Município nos prometeu criar essas coisas básicas mas até hoje nada foi feito, apenas recebi cinquenta sacos de cimento para fazer blocos para posterior construção da minha casa, mas até agora ainda não há  sinal por parte  do Município, não sabendo nada, estamos neste momento  no mundo de incertezas, não sabemos o nosso futuro. Lamentou 

No que concerne a componente socioeconómico, a situação das famílias reassentadas é considerada crítica pela Livaningo, visto que há ausência de um plano de desenvolvimento local, “as comunidades não desenvolvem actividades que possam melhorar o seu desenvolvimento económico, o que dificulta a redução da pobreza urbana”. Disse José Matsinhe.

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