Mais de 2000 pessoas marcham contra lixeiras a céu aberto

Mais de 2000 pessoas marcham contra lixeiras a céu aberto

Cerca de duas mil pessoas marcharam no último sábado, 30 de Junho de 2018, na cidade de Maputo, contra lixeiras a céu aberto no país, num evento subordinado ao lema: Lixeiras a céu aberto não, aterros sanitários sim.  

A marcha foi organizada pela Livaningo, uma Organização Não-Governamental, virada para a Advocacia e Educação Ambiental, Desenvolvimento Sustentável e tinha como objectivos sensibilizar o Governo Moçambicano para eliminação das lixeiras a céu aberto e adoptar políticas de construção de aterros sanitários para uma melhor gestão de resíduos sólidos. 

Igualmente, evento visava prestar solidariedade para com as vítimas da Lixeira de Hulene provocadas pelo deslizamento da montanha de lixo, ocorrido no passado mês de Fevereiro do ano em curso.

Para Alves Talala, Gestor de Programas da Livaningo na área de governação urbana, as lixeiras a céu aberto constituem um problema nacional que deve ser acautelado para o bem do ambiente e em prol da saúde publica “este é um problema em todo pais, por isso, o nosso apelo é para que o Governo resolva o problema não só em Maputo, mas também em outras partes do país”.

Alves acrescentou ainda que o governo deve acelerar o processo de reassentamento dadas famílias afectadas pela tragédia de Hulene. “A nossa expetactiva é que o governo esteja sensibilizado em acelerar o processo de reassentamento das famílias afectadas pela tragédia da Lixeira de Hulene, e que este processo seja transparente e condigno para as famílias”.

Por seu turno, a Directora Executiva da Livaningo, Sheila Rafi apelou à gestão racional dos resíduos sólidos. “O que está acontecer hoje é um grito de socorro aos nossos governantes para a gestação racional dos resíduos sólidos, queremos que se aposte em aterros sanitários e deixemos de usar lixeiras a céu aberto nos pais”, Disse Rafi.

Uma das participantes da marcha e vítima da Lixeira de Hulene, Cristalina Langa, lamentou o facto do governo não ter conseguido evitar a tragédia da lixeira de Hulene no passado dia 19 de Fevereiro de 2018. ” Viemos manifestar porque já há muito tempo que apelemos para o encerramento da lixeira porque sabíamos que um dia ia matar, e de verdade  matou.  Se tivessem nos ouvido a vários anos, a lixeira não mataria e não desalojava as pessoas das suas casas.

 A marcha teve inicio na Praça da OMM e terminou na Praça da Independência, com os manifestantes munidos de cartazes e faixas com os seguintes slogans: “São 17 anos de apelos e promessas que resultaram hoje numa tragédia”, “Não a Lixeiras a céu aberto”; “As famílias de Hulene merecem um reassentamento justo” entre outros desabafos.

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