Livaningo ajuda vitimas da lixeira de Hulene

Livaningo ajuda vitimas da lixeira de Hulene

A Livaningo, entregou na quarta-feira passada, dia 28 de Fevereiro donativos arrecadados pela instituição para ajudar as vítimas do desabamento da maior lixeira de Maputo, lixeira de Hulene.

A entrega destes donativos, resultou da campanha de arrecadação de donativos que está a decorrer desde o dia 20 de Fevereiro, a mesma segundo a Livaningo vai se prolongar até a conclusão do processo de reassentamento, visto que as pessoas precisam de um acompanhamento continuo não só no que diz respeito a mantimentos, mas também de assistência medica e psicológica.

Durante a campanha foram arrecadados produtos como roupas, cobertores, calçado e material escolar.

No acto da entrega o representante da Livaningo, Armando Mula, disse estar satisfeito com o gesto e apelou aos demais parceiros para se juntarem a causa ‘’ estamos felizes por hoje estarmos a ajudar estas pessoas, sabemos que é muito pouco para aquilo que precisam, mas nós estamos a trabalhar no sentido de angariar mais produtos, e uma vez que nós (a Livaningo), sempre estivemos na luta pelo encerramento da lixeira, seria inevitável não fazermos nada por vocês. Estamos a sensibilizar os nossos parceiros e o público em geral para se solidarizarem se com as vitimas, e desde já agradecer ao nosso parceiro ADRA que  tem nos ajudado nesta campanha.

Mula lamentou o facto da lixeira de Hulene não ter sido encerrada antes de fazer vítimas mortais e desalojar pessoas ‘’ estamos muito tristes por esta Lixeira ter provocado mortes e ter feito muitos feridos graves, desde já endereço sentidas condolências. A nossa luta para o encerramento da lixeira começou a quase dezessete anos e ninguém nos ouviu. Fizemos campanhas, marchas, tivemos vários encontros com o governo, e nada resultou. Esperamos que a curto prazo se possa encerrar e retirar as pessoas para sítios seguros e dignos e que o processo de reassentamento que se vai executar seja bem-sucedido para que não as famílias não fiquem em desvantagem ’’ concluiu.

Para a representante do instituto de Gestão e Calamidades, (INGC) Tania Sengo, a prioridade para as famílias que se encontram alojados no centro de acolhimento é material de construção ‘’ neste momento as pessoas precisam de blocos, cimento, ferros chapas etc, para puderem fazerem as suas casas no local já identificado para o reassentamento. Apelamos as pessoas que ajudem as vítimas a refazer as suas vidas. Disse Tania

Entretanto, as vítimas reclamam das condições provisórias do centro, e pedem uma intervenção urgente no processo de reassentamento ‘ nós estamos cansados de viver em tendas, queremos ir para um sítio onde possamos fazer as nossas palhotas, não importa se de caniço, o que queremos e só espaço para vivermos à vontade com os nossos filhos’’ afirmou uma das vítimas.

De salientar que o desabamento da lixeira de Hulene, a maior de Maputo de Hulene provocou17 mortes 4 feridos e mais de 246 famílias desalojadas.

Campanha para ajudar as vítimas.

A campanha com o lema : ‘’Ser  Solidário atrai Solidariedade’’ , está sendo  promovida pela livaningo, e as arrecadações estão a decorrer  nos escritórios da Livaningo que sita, na rua da Guarda, no 17, no bairro da Malhangalene, cidade de Maputo com o contacto :849246997/825288933.

De acordo com a equipe do INGC, os produtos necessitados actualmente são: feijão, farinha, açúcar, óleo, tomate em lata, água e todo tipo de material de construção.

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